quarta-feira, 3 de novembro de 2010
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
segunda-feira, 5 de julho de 2010
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Eu Fui
Em que palavras posso te dar
Quem fui, que sou, contar
Se é o passado, minha história
Isto posso te dar
Palavras e pedaços de memória
Como em um castelo de cartas
Cada peça ao seu lugar
Uma palavra pode, afinal dizer
De uma fato, do acontecer
Mas pode conter uma emoção
De uma dor.. no coração?
Começo então a duvidar
Deste... Castelo no ar
E, se de vento (palavras) contruído
Nada há para ser destruído
A não ser uma lembraça
Uma certeza
E até uma esperança
De que
O que fui
Sou.
Quem fui, que sou, contar
Se é o passado, minha história
Isto posso te dar
Palavras e pedaços de memória
Como em um castelo de cartas
Cada peça ao seu lugar
Uma palavra pode, afinal dizer
De uma fato, do acontecer
Mas pode conter uma emoção
De uma dor.. no coração?
Começo então a duvidar
Deste... Castelo no ar
E, se de vento (palavras) contruído
Nada há para ser destruído
A não ser uma lembraça
Uma certeza
E até uma esperança
De que
O que fui
Sou.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Foi só apenas um ano, mas...
muita coisa mudou.
Exatamente um ano atrás, eu resolvi que não tinha mais tempo para perder, e resolvi mudar. Algo. Alguma coisa tinha de mudar. Saí da minha toca, meu apartamento, mudei de endereço, deixando para trás coisas que achava que eram importantes, como o meu espaço onde eu podia me esconder e descansar, um monte de livros que eu podia me esconder atrás (literalmente) e até um computador recheado de jogos, meu programa preferido para relaxar. Até posso dizer que pressionado pelas circunstâncias, mas teve mais que um frio na barriga: no dia da mudança chegou a dar febre.
Para ser bem sincero não sabia bem aonde estava me metendo, se ia dar certo. Por muito tempo mantive o discurso que era só por um tempo, que tinha chegado ali "por força das circunstâncias". Que só tinha mudado de lugar, para ter tempo e espaço para pensar. Ou pior que era para conviver com mais pessoas, ter mais ajuda para resolver o meu problema imediato, o peso paquedérmico que me imobilizava, e sinceramente, era mais que um convite para um infarto, já algo era agendado.
É só olhar nas fotos abaixo que dá para perceber que pelo menos este objetivo foi alcançado. 30kg a menos, perdidos e ainda querendo ser encontrados de novo, mas sem dúvida com muito mais saúde e disposição. Mas teve mais outras coisas que mudaram.
Uma delas é eu não dizer, e pensar, que cheguei até aqui por falta de opção, que as coisas foram acontecendo. Teve uma decisão minha, e uma persistência que fez o que era uma idéia virar realidade. Outra é o reconhecimento de quanto a amizade e a convivência com a pessoas me fez mudar, e o quanto eu sentia falta disto.
Mas mais que tudo, saber que eu posso mudar, que não preciso ficar preso naquilo que eu aprendi no passado, nas coisas e crenças que fui acumulando com o tempo, no que eu achava bom em fazer e naquelas que eu achava que não levava jeito. Eu ainda posso pelo menos tentar mudar. Se quero ser vegetariano, bom, só preciso dizer que "estou" vegetariano e começar a agir de acordo. E eu fiz isto, e foi mais fácil que eu imaginava. Não é por causa que eu fui carnívoro de carteirinha que não posso fazer diferente. Só é diferente.


Se eu viajar demais, tentar alguma coisa impossível ou passar por cima de alguém, não vai funcionar ou vou acabar me queimando com isto. Espero que tenha amigos o bastante para lembrar que pular de uma avião sem paraquedas não é muito saudável...
E é isto que eu estou comemorando hoje, poder ser a metamorfose ambulante que Raulzito falava, não para ser do contra, mas porque posso e porque quero uma vida melhor, sem ter que repetir sempre a mesmo coisa, dos memos jeitos. Uma coisa é certo, o lado paparazzo, que por muito tempo foi minha identidade, meu cartão de visitas, não me cabe mais. Não acho mais que o melhor lugar que eu fico na foto é atrás da maquina.
Hoje, e amanhã, e depois, é o primeiro dia do resto da minha vida, e pretendo estar aproveitando e tentando outros caminhos. Vai ser divertido (e algo dolorido) descobrir os limites.
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