quarta-feira, 26 de março de 2008

Ponta das Canas & Arvoredo

Depois de um inicio de ano sem muito a relatar, fora os carimbos na carteirinha Funai, resolvi fazer um uso do curso de mergulho que fiz no ano passado. E logo, senão aqui a pouco vem o inverno e aí ja ia esquecer metade do apreendido.

Como só tinha mergulhado em uma lagoa, fui meio sem saber onde estava me metendo. Quinta Feira de Pascoa sai o onibus, com 9 mergulhadores e pretensos mergulhadores (meu caso).

As fotos

O primeiro desafio foi acordar as 7 da matina, depois de ter chegado as 4h da manha em Ponta das Canas. Não que nos outros dias tenha melhorado...

Umas 15 malas baldeadas, e durante os 50 minutos de barco (18.3 km do cais ao ponto de mergulho, se meu GPS não me falha a memoria), começa a tarefa de montar o equipamento. 15kg de chumbo para o lastro, uma meia duzia de mangueiras e várias presilhas a ajustar, mas esta foi a parte fácil.

O problema foi achar uma roupa de neoprene "aproximadamente" do meu tamanho. Em uma XXL, eu consegui literalmente, me espremer. Não sobrou espaço nem para pensamento. Fora que para o meu caso, estando a temperatura da agua a 25ºC, era muiiito quente.

Segundo o capitão do barco, xará Julio por sinal, maior que a roupa que me conseguiram, só uma tamanho P. "P" de paquiderme no caso.

Primeiro mergulho, primeiro fiasco. Quase tive um treco com o calor da roupa. Estava muito leve, não conseguia afundar, tive de buscar mais lastro. Depois de 25 minutos e alguns mergulhos rasos tive de sair, quase que tive de ser rebocado.

No dia seguinte, fui de bermuda e camiseta e não tive problemas. Nem de sobreaquecimento, nem com temperatura da água. Melhor mergulho, por volta de 6 a 9 metros e 50 minutos, até um pouco longo de mais. Tive de voltar pela superficie, porque tinha acabado o ar...

Domingo, chuva, mar agitado, varias pessoas nas beiradas e aquele sentimento, "ué, não bebi nada ontem, porque meu estomago esta mal?". Cheguei entrar na agua, mas não mergulhei. No fim das contas, é o tempo que eu fico na superfície, com toda aquela tralha que me deixa nervoso. Depois que desceu, nao tem problemas. Mas uma hora tu tem de voltar...

Bom, aos trancos e barrancos, tomando alguns goles d´agua de vez em quando, aproveitei metade dos mergulhos, se tanto. Da proxima vez acho que vou poder apreciar melhor a paisagem...

Ps: Só para lembrar: esta estória de mergulhar cansa. Provas documentais nas fotos..

Ps2: Não sei não, estória de pescador e de mergulhador tem algo em comum...

Um comentário:

Unknown disse...

Bah, o Júlio como mergulhador escreve tri-bem, tira boas fotos, é parceirão e uma locomotiva para "baldear" aquelas 15 malas cheias de tralhas.

Tenho certeza que na próxima edição os relatos e fotos já terão sido feitas abaixo da linha d'agua, pelo mais novo open water scuba diver (talvez mais magrinho), com direito a mapeamento por GPS do fundo do oceano (assim nós outros não vamos mais nor perder no meio de tanta pedra "igual".

Abração Parceiro
Casemiro