segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Foi só apenas um ano, mas...

muita coisa mudou.

Exatamente um ano atrás, eu resolvi que não tinha mais tempo para perder, e resolvi mudar. Algo. Alguma coisa tinha de mudar. Saí da minha toca, meu apartamento, mudei de endereço, deixando para trás coisas que achava que eram importantes, como o meu espaço onde eu podia me esconder e descansar, um monte de livros que eu podia me esconder atrás (literalmente) e até um computador recheado de jogos, meu programa preferido para relaxar. Até posso dizer que pressionado pelas circunstâncias, mas teve mais que um frio na barriga: no dia da mudança chegou a dar febre.

Para ser bem sincero não sabia bem aonde estava me metendo, se ia dar certo. Por muito tempo mantive o discurso que era só por um tempo, que tinha chegado ali "por força das circunstâncias". Que só tinha mudado de lugar, para ter tempo e espaço para pensar. Ou pior que era para conviver com mais pessoas, ter mais ajuda para resolver o meu problema imediato, o peso paquedérmico que me imobilizava, e sinceramente, era mais que um convite para um infarto, já algo era agendado.

É só olhar nas fotos abaixo que dá para perceber que pelo menos este objetivo foi alcançado. 30kg a menos, perdidos e ainda querendo ser encontrados de novo, mas sem dúvida com muito mais saúde e disposição. Mas teve mais outras coisas que mudaram.

Uma delas é eu não dizer, e pensar, que cheguei até aqui por falta de opção, que as coisas foram acontecendo. Teve uma decisão minha, e uma persistência que fez o que era uma idéia virar realidade. Outra é o reconhecimento de quanto a amizade e a convivência com a pessoas me fez mudar, e o quanto eu sentia falta disto.

Mas mais que tudo, saber que eu posso mudar, que não preciso ficar preso naquilo que eu aprendi no passado, nas coisas e crenças que fui acumulando com o tempo, no que eu achava bom em fazer e naquelas que eu achava que não levava jeito. Eu ainda posso pelo menos tentar mudar. Se quero ser vegetariano, bom, só preciso dizer que "estou" vegetariano e começar a agir de acordo. E eu fiz isto, e foi mais fácil que eu imaginava. Não é por causa que eu fui carnívoro de carteirinha que não posso fazer diferente. Só é diferente.

E a viajem é que não importa o motivo pelo qual eu decidi ser vegetariano, não tomar cerveja, dormir de touca ou tomar banho de chapéu, é importante o bastante para mim, mesmo que for por uma aposta. Nem sei se vou conseguir me manter vegetariano, se vou gostar disto, nem tenho obrigação de assinar a carteirinha pelo resto da vida. Hoje, isto é importante, e é o que basta.






Se eu viajar demais, tentar alguma coisa impossível ou passar por cima de alguém, não vai funcionar ou vou acabar me queimando com isto. Espero que tenha amigos o bastante para lembrar que pular de uma avião sem paraquedas não é muito saudável...

E é isto que eu estou comemorando hoje, poder ser a metamorfose ambulante que Raulzito falava, não para ser do contra, mas porque posso e porque quero uma vida melhor, sem ter que repetir sempre a mesmo coisa, dos memos jeitos. Uma coisa é certo, o lado paparazzo, que por muito tempo foi minha identidade, meu cartão de visitas, não me cabe mais. Não acho mais que o melhor lugar que eu fico na foto é atrás da maquina.

Hoje, e amanhã, e depois, é o primeiro dia do resto da minha vida, e pretendo estar aproveitando e tentando outros caminhos. Vai ser divertido (e algo dolorido) descobrir os limites.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

História Antiga

Um meio-luto que já saiu de cena, mas ficam as palavras.
Também sou filho de Deus e gosto de lembrar que consigo fazer uma meia-boca poesia...


O Tempo. E sem o vento.

Nem o fogo ou o choro
Nem novo afago ou esporo
Nem a prosa e o verso
Nem cortar e costurar

Nem uma venda no olhar
Nem um longo caminho trilhar
Nem um vento a soprar
Podem realmente curar
Tudo, para longe levar

A dor e o amor, desaparecer.
Deixar, passar e esquecer.
Só o tempo, que tudo pode,
Pode enfim
Amenizar.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Gira, Gira Pião

Gira, gira pião
Gira sem direção
Assovia sua canção
E para, de supetão
O que houve amigo pião?
É muita confusão
Toda esta emoção
E porque parou
Cai.
No chão.

terça-feira, 10 de março de 2009

Julia e Geovana brincando de casinha



Para brincar juntas, criança precisa de pouca coisa.

Minha filha e minha sobrinha, mesmo depois de meses sem se ver e uma certa ciumeira em compartilhar os brinquedos, não tem muito problema em achar jeito de brincar juntas...

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Verão, férias, preguiça


Precisa dizer mais?

A propósito, não adianta reclamar dos direitos autorais. Esta foi eu que tirei. E com o celular, ainda por cima.