quinta-feira, 20 de março de 2014

Aprendiz de feiticeiro

Hoje, do nada
Um poema resolvi criar
Mentira!
Foi para te impressionar

Pego uma caldeirão
E começo a jogar
Sem muita atenção
Palavras de roldão

E passo então a misturar
O melhor que tenho a dar
O doce calor de uma amizade
Melancolia de verdade

Uma sombra de tristeza
A lembrança de uma vileza
Uma pitada de ironia
E um pouco de alegria

Cinzas de uma velha paixão
Um medo de parar o coração
O doce-amargo da saudade
Um corte de sinceridade

E então..
Só falta o baú da memória virar
E de la tirar, frases feitas
Velhas palavras,  rimas bem feitas
Qualquer coisa para ajudar
Este poema completar

E sigo então a murmurar
A velha formula que pode dar
A mágica forma do luar
Ao que estou a misturar

Mas, há, que me diz
Feiticeiro aprendiz
O poema que eu quis
Me escapa por um triz

E agora?
Bem ou mal me quis?






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