Tu vens a me perguntar
“Que é teu amigo?”
Olha, não sou autoridade
Mas posso aqui assuntar
Amigo, não é o cara festeiro
Pronto para badalar
Que só coisas boas quer lembrar
Deixe lá o xiru velho, trazendo
Dos áureos tempos de outrora
Uma saudade para o agora
Nem o companheiro de luta
Do inflamado discurso a causa
Trazendo algum sentido à labuta
Amigo não é o arauto da desconfiança
Cuidado! Não vá te machucar!
Nem o teu ombro da lamentação
Nem que te alivia a solidão
Amigo é aquele que o olho
É um espelho, pra mostrar
O riso, o pesar
A falha, o brilhar
Tu me perguntas
Quem, o que é teu amigo
Eu te devolvo:
Que amigo és tu?
Nenhum comentário:
Postar um comentário